Meus humanos adoram se sentar no sofá e assistir a filmes. Por algum motivo, eles não se incomodam de passar horas sentado vendo aquelas histórias. Então eu, como bom aumigo que sou, às vezes assisto também da minha caminha ou do colo deles.

Dia desses percebi que alguns desses filmes são realmente bons. Mas seriam muito melhores se tivessem cachorros. Aproveito para registrar também minha indignaução pela falta da categoria “Melhor cachorro” na premiação do Oscar (que achei que fosse um basset até descobrir que se tratava de um prêmio).

1. CÃES DE ALUGUEL

Aqui temos um grupo de assaltantes que querem roubar diamantes. Eles fazem um plano, mas algo dá errado e um deles é ferido.

O filme é muito bom, mas me senti enganado: ONDE ESTÃO OS CÃES? Sério! Nenhum cão! Uma hora e meia de filme e nem UM cão no filme CÃES de Aluguel. Até o nome dos personagens deixa a crer que são cachorros: Sr. Branco, Sr. Rosa, Sr. Azul, Sr. Marrom.

O filme é bom, mas poderia ser muito melhor se não tentasse enganar o telespectador canídeo. Sugiro mudar o nome só pra “Humanos de Aluguel”, porque aposto que muitos aumigos meus foram assistir por causa dos supostos cães.

2. UM DIA DE CÃO

Esse é um filme bem antigo com um tal de Au Pacino. Quando comecei a assistir, pensei: aí sim, finalmente fizeram algo que Tarantino prometeu e não cumpriu. Não li a sinopse, então já imaginei que seria um ótimo filme sobre o cão Au Pacino tendo um dia incrível, visitando sem coleira todos os parques da cidade, conhecendo vários outros cachorros, ganhando alguns snacks e cafunés de estranhos e até, quem sabe, uma ida à praia no final.

Eu não podia estar mais enganado! O Au Pacino é um humano, e o dia dele é horrível! Ele precisa assaltar um banco para roubar dinheiro e pagar pela cirurgia de troca de sexo do namorado. Em termos de cinema, é bom, mas o título não faz o menor sentido. Nunca tive um dia desses, tampouco conheço algum aumigo meu que tenha tido.

3. UM CÃO ANDALUZ

Andaluz? Não tenho nenhum aumigo dessa raça, mas já vi alguns em cachorródromos que visitei. Lembro que meus humanos comentaram sobre uma tal cena do olho, e que ela era angustiante.

AU! POR QUÊ?

Não há cão andaluz ali! Espero que os humanos saibam bem que cães andaluz não tem nada a ver com esse filme. Acho que a última situação que fiquei tão angustiado assim foi na última vez que meus humanos saíram de casa. Mas eles voltaram, não se preocupem (eu também fiquei bem aliviado em vê-los).

4. DOGVILLE

O que mais me chamou atenção na primeira vez que vi sobre esse filme, é que o nome do diretor é um latido muito popular: Lars von Trier (se você é um cão, sabe do que estou latindo). Logo, ele deve saber o que é ser um cachorro, e por isso fez um filme que o nome significa basicamente “vila dos cães”.

Acontece que ao contrário do que se imaginaria, Dogville não é uma vila feliz feita por cachorros, e Lars von Trier não sabe nada sobre cães – embora tenha a sorte de possuir um nome tão popular entre nós. Mais um filme com título que engana o telespectador canídeo!

5. DOGTOWN AND Z-BOYS: ONDE TUDO COMEÇOU

Esse eu vi da minha caminha, aproveitando que meus humanos estavam começando a assistir. Ouvi conversas entre eles de que se trata de um documentário. Ou seja, o mais aproximado da realidade possível. É isso que documentários são, né? Então não haveria erro: um filme com o nome de “cidade dos cães” que é um documentário? Com certeza veremos enfim alguns cachorros em ação!

SIM, finalmente cachorros! Mas, lamentauvelmente mais uma vez o título ficou devendo à representatividade canídea. Embora a tentação em correr atrás dos skates, não posso esconder o fato de que fiquei decepcionado ao descobrir que era um documentário sobre o início do skate. Nós nem andamos de skate!

Alguns de nós…

A ideia da Box do Pet é fazer os cães e seus humanos viverem grandes momentos juntos, todos os meses.